[Série] Fundos de Investimentos – Parte 1

Fundos de Investimento: O que são?

A Instrução CVM 555, dispõe sobre a constituição, administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento. A CVM é o órgão regulador do Mercado de Capitais, responsável por fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver esse mercado.

De acordo com a Instrução CVM 555, de 17 de dezembro de 2014, fundo de investimento é uma comunhão de recursos. Sendo constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos financeiros.

Isso quer dizer, que o investidor que for utilizar fundos em sua carteira de investimentos, terá seu capital investido somado ao capital de todos os outros investidores participantes desse determinado fundo. Com isso, os lucros, prejuízos e custos serão divididos proporcionalmente ao número de cotas que cada investidor possuir.

Então, por mais que o capital dos diversos cotistas (investidores) esteja sendo aplicado em conjunto. É possível ter o controle de exatamente quantas cotas cada investidor possui, através da sua corretora.

Falando em cotas…

Cotas são frações ideais do patrimônio de um fundo de investimento é como se fosse a menor parte do fundo. Assim, quando investimos em algum fundo, estamos comprando cotas. E, é o valor da cota que varia diariamente de acordo com o resultado dos investimentos feitos pelo gestor, fazendo seu patrimônio aumentar ou diminuir.

Por exemplo, a cota do fundo ABC Renda Fixa custa R$1,00 hoje e a aplicação mínima é de R$1000,00. Ao investir R$1000,00 nesse fundo, como estamos comprando cotas, teremos 1000 cotas. Agora, vamos supor que 5 meses depois, a cota desse fundo esteja valendo R$ 1,20, representando uma variação de 20%, continuamos a possuir as mesmas 1000 cotas, porém, o valor delas está mais alto e como consequência, nosso capital passa a ser R$ 1200,00.

Normalmente, ao investir nosso capital, olhamos o saldo atual para saber o quanto ganhamos ou perdemos, quando na verdade, o importante é olhar o número de cotas que possuímos e a variação do valor dela. Sempre que investimos, estamos comprando algo e não apenas deixando nosso dinheiro em algum lugar para esperando vê-lo crescer.

Porém, um outro ponto importante, é a política de segregação entre o fundo e a empresa que faz a gestão. O fundo de investimento é constituído sob um CNPJ independente da pessoa jurídica do gestor, que pode ser um banco ou uma casa especializada em gerir fundos, as chamadas Assets Managements. Essa política é chamada de “Chinese Wall” e, tem por objetivo a separação entre capital dos investidores e da empresa que faz a gestão do fundo, trazendo mais segurança ao investidor.

Por que investir em Fundos de Investimento?

Por ser uma aplicação de fácil acesso, é possível adequar o fundo a diversas estratégias de investimento. Podemos usar um fundo de renda fixa, como um caixa para gastos emergenciais, neste caso, é interessante usar um fundo com baixa taxa de administração, que tenha rentabilidade acima do CDI. Além, do investidor poder ter acesso rápido ao capital investido, caso seja necessário realizar o resgate.

Investidores que queiram investir no mercado de ações, mas não têm tempo ou não querem acompanhar o mercado com muita frequência, podem aplicar em fundos de ações para obterem de imediato uma carteira de ações diversificada.

Então, podemos aplicar em fundos se o interesse for proteger, diversificar ou rentabilizar o patrimônio pessoal.

Além disso, quando optamos por investir em fundos, estamos na verdades contratando uma gestão qualificada e especializada para gerir o valor investido. Por isso é importante saber quem é o gestor. E, em que ele pode investir, o retorno que o gestor está propondo e as taxas de administração e performance.

A escolha de um fundo de investimento deve estar alinhada com os objetivos do investidor. Tanto em relação ao prazo de investimento, quanto em relação à classe de ativos que o gestor poderá negociar.

Então, para as próximas matérias, abordaremos as classificações de fundos. Tais como, pessoas envolvidas, documentos mais importantes e questões tributárias. 

Bons investimentos,

Até a próxima!

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